Cetres/UCPel completa 25 anos

10 septiembre 2015
Cetres/UCPel completa 25 anos

Cetres/UCPel completa 25 anos

Integrantes da terceira idade, quando estão no Centro de Extensão em Atenção à Terceira Idade da Universidade Católica de Pelotas (Cetres/UCPel), têm o seu sorriso mais alegre. Através de palestras e oficinas – que vão desde artísticas, informativas e inclusivas até expressão corporal -, novos laços afetivos começam a ser formados pelos 400 idosos que passam semanalmente pelo Centro. No dia 26 de setembro, o projeto de extensão da Católica completa 25 anos sendo considerado por seus participantes como segundo lar.

Quem entra no espaço, localizado na Avenida Domingos de Almeida, 3.150, já percebe de cara o cuidado que existe em cada detalhe. Ao entrar nas salas em que ocorrem as oficinas, é possível perceber a troca de conhecimento e de afeto pelas suas participantes - a maior parte do público do Cetres são mulheres, que lá encontram novas formas de atuação social.

O Cetres nasceu como pesquisa em 1991, que tinha como principal intenção descobrir o perfil do idoso pelotense. Idealizado pelo médico Geraldo Olivé Leite Neto, teve como primeiro formato a criação de grupos de convivência de idosos que funcionavam em diversos bairros carentes do município, visto que a pesquisa apontou o isolamento e poucas opções de entretenimento como principais problemas enfrentados. O projeto cresceu tanto que em 2001 mudou seu formato, tornando-se um centro de convivência para centralizar todas as atividades oferecidas.

De acordo com a coordenadora do Cetres, psicóloga Sulanita Arruda, em 25 anos de funcionamento foi possível perceber que o perfil do idoso mudou. “Hoje em dia pessoas da terceira idade querem continuar participando da vida, querem aprender coisas novas e ensinar as coisas que sabem”, comenta.

E esse novo grupo, que mais cresce no Brasil e está cada vez mais ativo, também vem se tornando um campo de interesse para a realização de estágios da UCPel. “Depois da criação do Centro aumentou o número de acadêmicos interessados em realizar aqui o seu estágio”, diz. Em 2014, 68 acadêmicos realizaram algum tipo de atividade no local.  

Voluntariado

O Cetres também é formado por voluntários, responsáveis por ministrar as 26 oficinas existentes. Maria Graça Ferreira é uma delas. De usuária passou a ministrante da oficina de Contação de Histórias, espaço destinado para as participantes dividirem suas memórias afetivas. “Aqui conseguimos resgatar aquelas histórias importantes das integrantes do grupo e que quase mais ninguém tem interesse de ouvir”, comenta.

Tudo o que pode gerar boas histórias e boas gargalhadas são trabalhadas na oficina, que tem integrantes de 58 a 86 anos. “Todas as pessoas têm riquezas de histórias que se não trabalhadas podem ficar perdidas”, diz. Exercícios para melhorar a memória também são desenvolvidos nos encontros semanais.      

Compartilhar sentimentos

Olga Casarin e Eufrosina Kickhofel chegaram ao Cetres pelo mesmo motivo, o de compartilhar seus sentimentos. “A turma aqui é muito boa, compartilhamos dos mesmos problemas, dores e alegrias”, avalia Olga. Já para Eufrosina, o local oferece atividades para exercitar o cérebro e encontrar amigos de mesma idade. “Aqui temos a mesma idade, os mesmos assuntos. Demorei três anos para vir e quando cheguei me apaixonei, é só alegria”, diz.

Comemoração dos 25 anos  

As comemorações dos 25 anos do Cetres iniciam no dia 25 de setembro com a 9ª Mostra Artístico-Cultural da Maturidade, que ocorre das 14h às 18h no Auditório Dom Antônio Zattera. No dia 26, as celebrações prosseguem com missa a ser realizada às 17h30min na Catedral São Francisco de Paula.

No dia 28, às 14h30min, a Câmara de Vereadores promove sessão especial em comemoração aos 25 anos do Centro. O encontro é proposto pelo vereador Salvador Ribeiro. Nas comemorações também haverá espaço para a realização do baile do idoso, com a data a ser divulgada posteriormente.