Congresso de Medicina aborda doenças crônicas

21 octubre 2015
Congresso de Medicina aborda doenças crônicas

De acordo com o coordenador docente do evento, professor Ricardo Noal, o enfoque da Organização Mundial de Saúde (OMS) para doenças crônicas não transmissíveis tem crescido. Anteriormente, o olhar da instituição estava especialmente voltado às doenças transmissíveis, mas o aumento da qualidade de vida e a superação das doenças agudas provocaram a mudança de foco. Países em desenvolvimento, como o Brasil, sofrem com as doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade. Com o envelhecimento da população, a atenção para a problemática precisa ser incentivada. "A OMS tem estimulado campanhas sobre o tema. Valorizar novos cuidados, tratamentos e tecnologias é importante", afirmou.

Na acolhida do encontro, a coordenadora do curso de Medicina, professora Luiza Novaes, observou que a doença crônica tem o estigma da passividade - quem sofre com ela conforma-se que é assim que precisa viver. "Qualquer novo conhecimento que surge dá uma qualidade de vida maior ao paciente e muitas vezes conduz a uma dinâmica diferente do médico para com o paciente e a doença", disse.

Na palestra de abertura, o cardiologista Eduardo Bertoldi falou sobre o tratamento da hipertensão arterial sistêmica. A hipertensão é possivelmente o problema mais importante e comum na prática médica, e responsável por aumento de mortalidade e eventos cardiovasculares. Durante a palestra, Bertoldi apresentou aos alunos uma nova evidência apontada por um estudo que pode mudar o entendimento da hipertensão relacionada aos não-diabéticos. "Será em breve um aspecto a ser discutido", adiantou.

Durante o Congresso, serão mais de cem trabalhos acadêmicos apresentados, nove grupos de minicursos realizados e nove palestras ministradas. Veja os detalhes dos próximos dias de programação no site medicina.ucpel.edu.br/congresso/2015.